Segundo informações obtidas no Hospital de Livramento, I. G. de S., então com 11 meses de idade, foi admitida naquela casa de saúde, no dia 28 de março de 2011, com dificuldade para respirar, febre e suspeita de pneumonia. Não respondeu ao tratamento e veio a falecer, em 4 de abril.
Ao fazer a higienização do corpo da criança, o serviço de enfermagem do hospital detectou uma lesão anal, caracterizada por pequeno corte e hematoma. Sobre porque não fora notado antes, explicou que quem fazia as limpezas era sempre a mãe do bebê, que, segundo a direção do hospital, escondera o fato dos técnicos.
Um médico e técnicos do hospital fizeram uma avaliação do ferimento e suspeitaram da possibilidade de ter havido estupro, comunicando o fato à Delegacia de Polícia de Livramento. Foi solicitado exame ao Instituto Médico Legal, feito em Brumado, que teria confirmado a existência de lesões sinalizadoras da ocorrência de estupro.
INQUÉRITO ARRASTA-SE HÁ MAIS DE ANO
Apesar da gravidade do fato, o inquérito policial arrasta-se há mais de ano. O delegado Edson Souza informou que encontrou vários inquéritos parados, entre os quais esse, atribuindo a demora à falta de estrutura da unidade policial, inclusive de técnicos para realizar perícias e outras diligências.
Mas garantiu que todas as pessoas ligadas ao ocorrido, como familiares, médicos e enfermeiros estão sendo ouvidas. Além dos pais, segundo o CREAS, estão sendo ouvidos dois tios maternos da criança, com idade entre 30 e 40 anos, que moram na mesma casa, e o avô paterno, que reside nas proximidades.
A vítima era filha de José Aparecido da Silva, que ensina em uma escola da Vila Iguatemi, e Cecília Guimarães de Souza. Eles têm outra filha, de 4 anos. Ouvidos pela Polícia, Conselho Tutelar e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), os pais negaram a existência de estupro.
O advogado do CREAS, Edson Monteiro Salomão, que faz uma investigação paralela, confirmou que a família não admite a existência de crime, alegando que a causa da morte foi a pneumonia. O advogado solicitou ao delegado cópia do laudo do IML, que norteará as próximas ações do CREAS no caso.
Suspeita-se que a criança foi levada ao hospital com um quadro infeccioso já irreversível. Não foi divulgada qualquer explicação dos familiares para justificar as lesões descobertas no ânus da criança. A psicóloga do CREAS afirmou que na grande maioria desses abusos o autor costuma ser alguém da própria família.
Fonte: Mandacaru da Serra, Jornalista Raimundo Marinho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário